Meu nome é Ricardo Varjão, sou do Guarujá-SP. Me formei em física na Universidade Federal de São Carlos e tive muito da minha formação extra-acadêmica voltada para trabalho em comunidades.
Atualmente, sou professor na escola Raquel de Castro na minha cidade, sendo a primeira experiência dentro de sala de aula, mesmo já tendo atuado na área de educação. Participo, desde 2005, do NAPRA (Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia – www.napra.org.br), ONG que trabalha com jovens profissionais e universitários do estado de SP e comunidades ribeirinhas da Amazônia, no estado de RO.
Em 2006, participei de um projeto piloto em parceria com universidades alemã e sul-africana, com objetivo de desenvolver maquinários para fábrica de beneficiamento de produtos amazônicos (como açaí, castanha, sementes, folhas, etc). Todos os equipamentos tinham como requisito serem fabricados com materiais locais e utilizar energias renováveis no seu funcionamento. A primeira fase deste projeto foi desenvolvida na Stellenbosh University na cidade de Stellenbosh na África do Sul, a segunda na cidade na Universidade de São Paulo, campus São Carlos e a terceira na comunidade de São Carlos do Jamari, no município de Porto Velho, no Estado de RO.
O resultado desta primeira experiência foi um projeto com toda a infra-estrutura necessária para a implantação da mini-fábrica, com maquinários para frutas, sementes, castanhas, folhas e óleos. Um primeiro protótipo físico de um desidratador solar, com dados experimentais e propostas para melhorias para os futuros protótipos.
Na mesma ONG, atuei na área de educação. Em 2005, a principal atividade da qual participei foi o desenvolvimento de uma feira de ciências, onde os alunos, orientados também pelo professor de física da escola local , realizaram diversos experimentos que aprendiam tanto nos livros de física da escola quanto no seu dia-a-dia.
Em 2006, realizamos um encontro com educadores de diversas comunidades, que puderam refletir e dialogar a respeito sobre vários temas tendo como eixo central, a Educação no Campo e do Campo.
Em 2007, permaneci durante 3 meses em RO, sendo responsável em estabelecer contatos com órgãos do governo Estadual e também, principalmente, atuando em projeto com uma empresa privada que tem interesse na comercialização de um certo cipó encontrado na região. Fui responsável em encontrar pessoas das comunidades que conheciam o produto e possíveis locais para retirada da floresta e enviar amostras para a empresa realizar testes quanto à sua qualidade e quantidade do princípio ativo.
Na área de educação, nesse mesmo ano, participei da elaboração dos Jogos Pan Ribeirinhos, onde a equipe de educação do NAPRA pôde orientar um grupo de alunos da escola local e o Grêmio Estudantil desta, a organizar esse evento que reuniu mais de 150 atletas e 500 pessoas.
Bem, falei um pouco da minha atuação acadêmica. Agora como pessoa, gosto muito de trabalhar com pessoas diferentes e tenho muita facilidade de trabalhar em grupo.
Gosto também de esportes. Pratico surfe de bodyboarding e também jiu jitsu. Ambos os esportes me dão condições para desenvolver corpo e mente para enfrentar as batalhas e os obstáculos do dia-a-dia.