Ah… Prainha

11/02/2009

Depois de muito trabalho e correria, terminamos (ou começamos?) o nosso trabalho na Prainha.

Com pouco tempo e recursos, conseguimos mobilizar pessoas para que desse tudo certo.

Ainda tem coisa a ser feita por lá…

Lembrando que quem quiser contribuir com o projeto, sempre é tempo. Entre em contato comigo.. rvarjao@gmail.com

Abaixo algumas fotos dos trabalhos e dos resultados

Grande abraço a todos

Prainha 1046 por Guerreiros Sem Armas 2009.  Brasil, Paraguai, India, Zimbabue (e Minas Gerais, certo Tony?)

IMG_4294 por Guerreiros Sem Armas 2009.

Na falta de um caminhão….

Divah se preparando pra enfrentar mais um dia de trabalho

IMG_4257 por Guerreiros Sem Armas 2009.

Felipe, morador da Prainha, abraçou o projeto e ficou todos os dias conosco

 

IMG_3778 por Guerreiros Sem Armas 2009.

Priscila… sem comentários!!!

IMG_3997 por Guerreiros Sem Armas 2009.

Preparando o terreno… ou melhor, o muro.

Prainha 987 por Guerreiros Sem Armas 2009.

A equipe foi aumentando…

     Playground das Crianças  Criançada já aproveitando o playground

IMG_4076 por Guerreiros Sem Armas 2009.

Família orgulhosa do novo espaço de convivência

 

   Beco das Cores

Beco das cores


Só de Sacanagem

12/12/2008

Composição: Elisa Lucinda
Assista: YouTube

Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
” – Não roubarás!”
” – Devolva o lápis do coleguinha!”
” – Esse apontador não é seu, minha filha!”
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
- “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.”
E eu vou dizer:
- “Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão:
-”É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
-”Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.


TAREFA 3 – Eu faço a diferença

09/12/2008

Em 2007, participei dos encontros para organização dos Jogos Pan Ribeirinhos, em comunidades do Rio Madeira. Trabalhei diretamente com cerca de 20 jovens da comunidade de São Carlos do Jamari, em encontros diários, por cerca de 25 dias.

Conseguimos, dentro deste grupo, mobilizar mais de 500 pessoas, num evento esportivo que envolvia não somente a prática de esportes, mas também, o lazer. No dia da abertura do evento, foi realizada uma grande cerimônia, contando com a participação em massa da comunidade. Este evento possibilitou uma resignificação da cultura local, tendo na lista de modalidades esportes, como tiro-ao-alvo com embaladeira (ou estilingue, como conhecemos no Estado de SP), corrida de canoa e corrida de revesamento de bicicleta (principal meio de transporte terrestre).

Mais interessante do que a realização do evento, foi perceber o crescimento pessoal dos jovens integrantes do grupo da organização. Até mesmo um professor percebeu que um de seus alunos estava mais atento às aulas na escola e que seu interesse pela matemática tinha aumentado.

É muito gratificante participar de encontros desse tipo e verificar que, com trabalho e dedicação, é possível fazer a diferença em pessoas e possibilitar que estas, por sua vez, façam a diferença na comunidade em que vivem e em todo o mundo.


TAREFA 2 – Meu propósito

09/12/2008

Quero participar do Guerreiros sem Armas 2009, para ter a chance de contribuir com mudanças tão necessárias na cidade onde moro.

Sinto que é uma grande possibilidade de dar retorno das experiências profissionais que tive, em outras regiões do Brasil e do Mundo. Além disso, terei um crescimento pessoal nas vivências e, assim, ajudarei meus alunos a serem grandes líderes e responsáveis pela construção de novos caminhos, rumo a um futuro mais justo para todos.

Meu compromisso com os Guerreiros sem Armas é acompanhar a continuidade do projeto de atuação do grupo em 2009, enquanto minha vida profissional estiver ligada diretamente ao Guarujá.

Em 2008, observei grandes possibilidades de mudanças na minha cidade e na escola onde trabalho. Os Guerreiros sem Armas me darão força e coragem necessárias para colocar em ação os projetos que tenho e outros que sejam demandados em conversas futuras com os alunos, professores e responsáveis pela escola.


TAREFA 1 – Quem estou?

09/12/2008

Recém-formado e recém concursado… Estou como professor de física numa escola do Estado. 

Tenho percebido nesse primeiro ano em sala de aula, diversas falhas no sistema de ensino e a importância (ou a falta de) que os nossos governantes levam em consideração esse setor tão sério para o desenvolvimento da nação.

Ao contrário de que muitos falam, encontrei funcionários e professores muito dedicados e compotentes, porém, muitos já acostumados com a atual situação e sem forças – ou medo - de realizar pequenas mudanças que podem trazer grandes tranformações no futuro.

Além do trabalho na área de educação, sinto vontade também de realizar pesquisas na área de física aplicada, mais precisamente na área ambiental. Por isso, prestei vestibular para meteorologia este ano, mas ainda aguardo o resultado do exame. Estudando essa área poderia ajudar a humanidade a enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

Hoje o mundo caminha basicamente em dois segmentos, a do consumismo desenfreado e irresponsável e outra, a da total sustentabilidade. Meu sonho é que essas duas frentes se encontrem e que possa gerar uma sociedade capaz de consumir sem prejudicar as condições de vida das próximas gerações. Uma socidade que possa viver em harmonia com a natureza e com respeito às pessoas.

Isso tudo leva a grandes desafios a serem superados, talvez o maior deles seja SER essas mudanças sem se importar nas críticas que possam vir de outras pessoas a respeito disso. Trabalhar muito e ganhar pouco, no aspecto financeiro, porém, saber que o seu trabalho está sendo útil para trançar outras teias e destruir aquelas que atualmente se encontram em desarmonia com o meu ideal de vida.


Quem eu sou!

09/12/2008

Meu nome é Ricardo Varjão, sou do Guarujá-SP. Me formei em física na Universidade Federal de São Carlos e tive muito da minha formação extra-acadêmica voltada para trabalho em comunidades.

Atualmente, sou professor na escola Raquel de Castro na minha cidade, sendo a primeira experiência dentro de sala de aula, mesmo já tendo atuado na área de educação. Participo, desde 2005, do NAPRA (Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia – www.napra.org.br), ONG que trabalha com jovens profissionais e universitários do estado de SP e comunidades ribeirinhas da Amazônia, no estado de RO.

Em 2006, participei de um projeto piloto em parceria com universidades alemã e sul-africana, com objetivo de desenvolver maquinários para fábrica de beneficiamento de produtos amazônicos (como açaí, castanha, sementes, folhas, etc). Todos os equipamentos tinham como requisito serem fabricados com materiais locais e utilizar energias renováveis no seu funcionamento. A primeira fase deste projeto foi desenvolvida na Stellenbosh University na cidade de Stellenbosh na África do Sul, a segunda na cidade na Universidade de São Paulo, campus São Carlos e a terceira na comunidade de São Carlos do Jamari, no município de Porto Velho, no Estado de RO.

O resultado desta primeira experiência foi um projeto com toda a infra-estrutura necessária para a implantação da mini-fábrica, com maquinários para frutas, sementes, castanhas, folhas e óleos. Um primeiro protótipo físico de um desidratador solar, com dados experimentais e propostas para melhorias para os futuros protótipos.

Na mesma ONG, atuei na área de educação. Em 2005, a principal atividade da qual participei foi o desenvolvimento de uma feira de ciências, onde os alunos, orientados também pelo professor de física da escola local , realizaram diversos experimentos que aprendiam tanto nos livros de física da escola quanto no seu dia-a-dia.

Em 2006, realizamos um encontro com educadores de diversas comunidades, que puderam refletir e dialogar a respeito sobre vários temas tendo como eixo central, a Educação no Campo e do Campo.

Em 2007, permaneci durante 3 meses em RO, sendo responsável em estabelecer contatos com órgãos do governo Estadual e também, principalmente, atuando em projeto com uma empresa privada que tem interesse na comercialização de um certo cipó encontrado na região. Fui responsável em encontrar pessoas das comunidades que conheciam o produto e possíveis locais para retirada da floresta e enviar amostras para a empresa realizar testes quanto à sua qualidade e quantidade do princípio ativo.

Na área de educação, nesse mesmo ano, participei da elaboração dos Jogos Pan Ribeirinhos, onde a equipe de educação do NAPRA pôde orientar um grupo de alunos da escola local e o Grêmio Estudantil desta, a organizar esse evento que reuniu mais de 150 atletas e 500 pessoas.

Bem, falei um pouco da minha atuação acadêmica. Agora como pessoa, gosto muito de trabalhar com pessoas diferentes e tenho muita facilidade de trabalhar em grupo.

Gosto também de esportes. Pratico surfe de bodyboarding e também jiu jitsu. Ambos os esportes me dão condições para desenvolver corpo e mente para enfrentar as batalhas e os obstáculos do dia-a-dia.